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A transmissão de imóveis — seja por compra, doação ou herança — tem implicações fiscais relevantes que convém conhecer antes de tomar decisões. O IMT e o Imposto do Selo são os principais impostos a considerar, mas as regras variam consoante o tipo de transmissão e a relação entre as partes.

O que é o IMT?

O Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) incide sobre as transmissões, a título oneroso, do direito de propriedade sobre imóveis situados em Portugal.

O IMT é calculado sobre o maior de dois valores: o valor declarado na escritura ou o Valor Patrimonial Tributário (VPT) do imóvel. As taxas variam consoante o tipo de imóvel (habitação, terreno, outros) e o seu valor.

Em regra, o comprador é quem suporta o IMT. Mas há situações de isenção, nomeadamente em partilhas entre cônjuges e em certas transmissões por herança.

E o Imposto do Selo?

O Imposto do Selo incide sobre um conjunto alargado de atos jurídicos, incluindo a transmissão de imóveis. No caso de compra e venda de imóveis, a taxa é de 0,8% sobre o valor da transmissão.

Nas transmissões gratuitas — doações e heranças — o Imposto do Selo tem regras próprias. A taxa geral é de 10%, mas há uma isenção importante: estão isentas as transmissões entre cônjuges, descendentes (filhos, netos) e ascendentes (pais, avós).

Esta isenção é muito relevante no planeamento sucessório: a transmissão de imóveis entre familiares diretos pode não implicar Imposto do Selo.

Transmissão por herança

Na transmissão por herança, os imóveis integram a herança e são partilhados entre os herdeiros. Como regra geral:

Transmissão por doação

A doação de imóveis pode implicar IMT, mesmo entre familiares diretos. Este é um ponto frequentemente esquecido: ao contrário do Imposto do Selo, o IMT pode ser devido nas doações de imóveis, salvo isenção específica.

Por este motivo, é essencial analisar o enquadramento fiscal antes de concretizar uma doação de imóvel — para evitar custos inesperados ou decisões irreversíveis com impacto fiscal significativo.

A importância da análise prévia

As regras fiscais na transmissão de imóveis são complexas e dependem do tipo de transmissão, do valor do imóvel, do grau de parentesco e de outros fatores específicos de cada situação.

Uma análise prévia permite perceber os custos fiscais envolvidos, identificar isenções aplicáveis e escolher a solução mais eficiente — evitando encargos desnecessários e decisões precipitadas.


Se pretende perceber o impacto fiscal de uma transmissão ou partilha de imóveis, posso ajudar a analisar a situação concreta.

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